COMO COMBATER A OBESIDADE INFANTIL

A obesidade é uma doença crônica. É considerada fator de risco para uma série de doenças e abre as portas para uma série de outros problemas. Segundo a sociedade brasileira de endocrinologia e metabologia, o Brasil apresenta cerca de 18 milhões de pessoas obesas, e somando com pessoas acima do peso, o montante chega a 70 milhões, sendo esse valor o dobro do que foi observado há três décadas. 

A obesidade é desencadeada por uma série de fatores, esses de cunho multifatorial e entre as causas estão: fatores genéticos, disfunções endócrinas e o estilo de vida. Fatores genéticos não quer dizer que você vai ser obeso, e sim, que tem maior probabilidade em ganhar peso. Em relação às disfunções endócrinas, a medicina está muito avançada e existem vários tratamentos para estabilizar ou curar algumas disfunções. O estilo de vida é o tendão de Aquiles na vida das pessoas, pois está ligado ao modo de vida da sociedade moderna, cada vez mais com alimentação com alto teor de calorias e baixo valor nutricional, sem contar com sedentarismo.

Se a sociedade tivesse o hábito de se exercitar diariamente, e não necessariamente falo em ir à academia (atividades físicas ao ar livre estariam de bom tamanho), além disso, se tivesse bons hábitos alimentares, muitos desses índices seriam bem menores. E o exemplo deveria ser desde pequeno, pois se estimularmos as crianças a terem bons hábitos de vida, esses tendem a ter uma vida mais saudável, sobretudo na vida adulta.

Uma a cada 10 crianças brasileiras de até 5 anos está acima do peso. O excesso de peso também foi registrado em mais da metade das mães com filhos nessa faixa etária: 58,5%, os dados são do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani – 2019).

Pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde, a pesquisa avaliou 14.558 crianças e 12.155 mães biológicas em 12.524 domicílios brasileiros, em 123 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal, entre fevereiro de 2019 e março de 2020. A cada nova pesquisa com adultos e crianças a preocupação aumenta. Se aumentar o estímulo de movimentos básicos com brincadeiras como futebol, voleibol, correr com os amigos e implementar uma alimentação com muitos nutrientes, com abundância de cor e com alimentos crus, esse quadro pode ser melhorado. Sempre pense dessa forma: se o que você come, sua avó reconhece, isso é um bom parâmetro para o seu alimento, uma vez que nossos avós comiam bastante comida crua. 

Outra preocupação é com a saúde pública. Caso esses índices continuem aumentando, a tendência é termos uma maior probabilidade de diabetes, hipertensão arterial e problemas cardíacos, como isso, aumentando os custos dos cofres públicos. Temos que nos preocupar com a futura geração, e uma nova geração com bastante movimento desde sempre. Isso, aliado a uma alimentação saudável, é a chave para um futuro mais saudável.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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